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…revirando até chegar do outro lado…

November 4th, 2009

Neste final de semana finalmente participei do segundo encontro presencial na UFLA (Universidade Federal de Lavras) para conclusão do curso de Especialização em MPS (Melhoria do Processo de Software) que iniciei em 2006. O encontro foi extremamente produtivo visto que havia poucos alunos e com isso temos a oportunidade única de ter consultorias ao invés de aulas com professores de altíssimo nível. Fora que com pouca gente a interação entre os alunos foi infinitamente maior o que com certeza vai promover amizades produtivas.

No sábado eu tive a oportunidade de apresentar meu Trabalho de Conclusão de Curso que trata-se de um artigo entitulado: Gerenciando Projetos de Escopo Aberto – Uma Visão Ágil. Ainda tenho alguns ajustes para fazer, mas já disponibilizei uma prévia do trabalho em PDF e depois atualizo esse post com a versão final (para fazer o download clique no link do nome do trabalho).

É uma pena esse curso ter acabado. Mas já deixo a recomendação de outro curso, na verdade um MBA, que tem como coordenador um dos professores. Trata-se do MBA Gestão da Qualidade em Software com ênfase em CMMI® e MPS.BR da FIAP, e o coordenador é o sensacional Nilson Salvetti.

Como voltei bastante animado do encontro, em breve devo publicar, em parceria com alguns colegas, artigos que estamos preparando sobre teste de integração e gerenciamento de projeto “agile”. Pode me cobrar se eu não enviar! Estou até animado a embarcar em um mestrado na área de Engenharia de Software, e aceito recomendações!

April 19th, 2009

Hoje eu e o Jefferson Moreira demos uma plalestra sobre Arquitetura de Software para a turma de especialização da UNIDERP/Anhanguera a convite do colega do JUG-MS, o professor Edilmar Alves. Nosso foco foi apresentar aos alunos como fazemos o trabalho de definição da arquitetura de um sistema na Agence.

Apresentamos a descrição do problema, das restrições, do cenário atual do cliente, as decisões e motivos que nos fizeram fazer determinadas escolhas. Escolhemos um caso de uso crítico do sistema e mostramos o modelo de domínio, diagramas de classe da camada de negócio e web, diagrama de sequência de um método e diagrama de pacotes.

No final, mostramos as limitações encontradas na implementação atual do caso de uso (da primeira iteração) e como pretendemos agir para contornar esses problemas. Neste ponto falamos sobre as estratégias de teste unitário, integrado, funcional e de carga e como procedemos quanto à otimização.

Para concluir citamos as lições aprendidas durante esse processo.

Os slides estão disponíveis para download: arquiteturasoftware.pdf

Infelizmente não posso passar mais detalhes dos diagramas ou códigos-fonte. Mas em breve estarei escrevendo alguns artigos sobre as técnicas de testes utilizadas.

March 30th, 2009

Dia 28/03 começei a Ministrar no SENAC/MS o treinamento de Análise de Requisitos Orientado a Objetos. O foco desse treinamento é elicitação, especificação e análise de requisitos de software. As aulas são aos sábados das 8:00 as 12:00 e terminam em 23/05/2009.

Quando o curso finalizar um publico o material aqui no Blog.

November 12th, 2008

No último sábado o JUG-MS realizou em Campo Grande o Javaneiros 2008. O Evento contou com 2 tracks de palestras sobre Java e também sobre Engenharia de Software.

Eu apresentei a palestra “Como sobreviver com Java 2?” falando sobre as dificuldades que ainda hoje temos que enfrentar com ambientes (as vezes precários) dos clientes onde temos que instalar nossos sistemas.

Como estava trabalhando na organização, não pude assistir muitas palestras, mas vou dar os comentários sobre aquelas que vi:

Implantando MPS.br com Wilson Pinto e Antonio Felicio: Meus ex-colegas da DígithoBrasil apresentaram como foi o processo de implantação do MPS.br na empresa. Mostraram uma visão geral sobre o projeto e os resultados obtidos no curto prazo. Bastante interessante a apresentação apesar de não ter dado muita gente.

Integração Contínua  – cuidando de softwares “doentes” com Jefferson Moreira (JEFFMOR): Excelente apresentação do Jefferson sobre implementação de integração contínua, inclusive com alguns exemplos de testes funcionais usando o Selenium.

Tecnologias para implementação de NF-e em Java com Edilmar Alves: Apresentação bastante detalhada sobre implementação de Notas Fiscais Eletrônicas em Java. Foi ótimo da parte do Edilmar mostrar os problemas que eles tiveram com a implementação e disponibilizar componentes Open Source que resolve.

No site do JUG-MS tem fotos e os slides de todas as palestras.

Agora é só aguardar o Javaneiros 2009!

August 5th, 2008

Dias 25 e 26 de Julho aconteceu em São Paulo o evento The Developers Conference (TDC 2008). O evento foi promovido pela Global Code e contou com a presença de três palestrantes internacionais e várias outras pratas da casa.

Os temas do momento definitivamente são SOA, REST e Desenvolvimento Ágil. O nível das palestras no geral foi muito bom, com destaque para:
- Burr Sutter e Edgard Silva: ambos falaram bastante sobre SOA e REST usando os produtos do JBoss;
- Michael Nascimento (Mister M): sempre dando aquele show, mas desta vez falando sobre a JSR-310 (Date Time API)
- Vinícius Manhães Teles: como sempre, falou sobre XP com muita propriedade.

Meu amigo Jeffmor escreveu em seu blog um resumo mais detalhado do evento.

May 28th, 2008

Planejar e controlar projetos de software são atividades que boa parte das empresas tem conseguido desempenhar em seu processo de desenvolvimento. Porém, medir qual desenvolvedor é mais produtivo, re-alimentar o processo de estimativa e coletar informações para tomada de decisão quando o projeto “sai dos trilhos” é uma tarefa bastante complicada.

Neste artigo, vou apresentar a experiência que implantamos na área de Produção de Software da Agence para medição da produtividade.

Primeiro Passo: Estimativa

Qualquer planejamento de projeto de software é elaborado com base em uma estimativa, especialmente em “Fábricas de Software” que muitas vezes trabalham com projetos de escopo fechado e orçamento pré-definido.

Na Agence, usamos basicamente três métodos para estimar o tamanho de um projeto:

Para pequenos projetos, inferiores a 300 horas, usamos uma Planilha de Estimativa onde são estimadas horas de trabalho para cada uma das disciplinas da Engenharia de Software (análise e projeto, requisitos, codificação, testes, implantação, etc.). Este método é bastante simples, mas exige experiência do profissional que faz a estimativa, é bastante suscetível a falhas e é calçado em um histórico de experiências anteriores do mesmo tipo.

Para projetos maiores, usamos contagem de Pontos por Função e/ou de Pontos por Caso de Uso. Esses métodos têm o embasamento científico de várias pesquisas com projetos de empresas diferentes e devem ser calibrados pela complexidade e natureza do projeto e também pela qualidade da equipe.

Segundo Passo: Planejamento

Com a estimativa em mãos, é hora de planejar o projeto. Na Agence trabalhamos com o modelo Iterativo e Incremental de ciclo de vida. Logo, a primeira fase do planejamento é definir as iterações do projeto e quais artefatos serão entregues em cada uma.

Seguindo o princípio do Unified Process (UP), temos quatro fases no ciclo de vida do projeto: Iniciação, Elaboração, Construção e Transição.

A fase de Iniciação na maioria dos casos refere-se à prospecção do projeto junto ao cliente e não possui um planejamento formal. Nesta fase o Consultor de Negócio (figura do Analista de Requisitos) entrevista o cliente, documenta os requisitos e prototipa a solução. Nesta fase o projeto é estimado e uma proposta apresentada ao cliente. Se o cliente aprovar, o projeto continua.

Na fase de Elaboração, o planejamento do projeto como um todo é elaborado. Além disso, o Modelo de Casos de Uso é detalhado e a Arquitetura da Solução é desenvolvida. Nesta fase, existe uma maior participação do Gerente de Projeto, Analista de Requisitos e Arquiteto.

A partir da fase de Construção que o trabalho pesado começa. Nesta fase, há sempre uma versão utilizável do sistema (ou incremento) produzida por mês, independente do tamanho do projeto ou da equipe. Essa entrega da versão formaliza o término de uma iteração e início de outra.

Na fase de Transição, o software é instalado em ambiente de homologação/produção e avaliado pelo cliente e usuários final. Muitas vezes são executados testes de carga e stress, projetos pilotos da operação do sistema e treinamentos.

Terceiro passo: Controle

Diariamente, os profissionais fazem seu trabalho e registram as horas gastas em uma ferramenta de controle de projetos. No final de cada iteração o Gerente de Projeto mede os registros de trabalho dos profissionais e compara com os valores inicialmente estimados.

Naturalmente, o cliente fará uma avaliação da versão entregue no término da iteração e novas pendências podem aparecer. O tempo para os ajustes geralmente está contabilizado na estimativa para o desenvolvimento da funcionalidade.

Mas o ponto é, para medir a produtividade, é necessário dividir a quantidade de horas de trabalho pelo tamanho em pontos (de função ou casos de uso) da funcionalidade. Por exemplo, se o desenvolvedor codificou uma funcionalidade que totaliza 5 pontos de função (PF) em 40 horas (h), sua produtividade é de 40 h / 5 PF = 8 h/PF (lê-se quatro horas por ponto de função). Desta forma é possível obter uma produtividade média da equipe e avaliar os desenvolvedores que têm um desempenho menor ou maior.

É importante salientar que quando a estimativa é feita, é normal que se tenha 12 h para cada PF. Esse tempo, porém, é dividido entre todas as atividades do processo de desenvolvimento: codificação, testes, análise e projeto, requisitos, gerenciamento, implantação, etc. Logo, se for considerado apenas o tempo de codificação, consideramos de 40 a 50% do tempo estimado para cada PF. Assim, uma funcionalidade que tenha 2 PF, com a relação de 12 h por PF na estimativa, não pode gastar mais que 12 horas com codificação, incluindo os ajustes solicitados pelo cliente. Logo, um desenvolvedor com a produtividade de 8 h/PF não é uma boa média, que será, no máximo, 6 h/PF.

De posse dessas informações, é possível, já inicio do projeto, tomar atitudes para evitar atrasos no cronograma ou prejuízos financeiros. No término no projeto, essas informações servem de base para próximas estimativas, definido um fator de horas por ponto de função ou de caso de uso aplicável para a empresa em determinados tipos de projetos.

E na prática?

Em um próximo artigo, vou apresentar uma forma de medir produtividade na prática usando a ferramenta Jira. Para quem não conhece, o Jira é uma ferramenta paga, porém com preço bastante acessível, para controle de pendências e gerenciamento de projetos. Até lá!

May 2nd, 2007

Um cidadão chamado Mateus Velloso resolver falar mal de CMMI. Ele é louco? (Deixo a resposta para vocês…). Leia o artigo na íntegra.

March 13th, 2007

Tem um pessoal que leva muito a sério essa história de Programação em Pares.

February 25th, 2007

Hoje por acaso encontrei uma voluntária e muito bem vinda tradução de Luciano Passuello do artigo The New Methodology do guru Martin Fowler.

O texto fala sobre como as metodologias de software evoluíram com o passar dos anos: Do Nada, ao Monumental, ao Ágil. Segundo o autor, metodologias ágeis tem como pontos-chave:

  • Metodologias ágeis são adaptativas ao invés de predeterminantes. Metodologias de engenharia tendem a tentar planejar uma grande parte do processo de desenvolvimento detalhadamente por um longo período de tempo. Isso funciona bem até as coisas mudarem. Então a natureza de tais métodos é a de resistir à mudança. Para os métodos ágeis, entretanto, mudanças são bem-vindas. Eles tentam ser processos que se adaptam e se fortalecem com as mudanças, até mesmo ao ponto de se auto-modificarem.
  • Métodos ágeis são orientados a pessoas ao invés de serem orientados a processos. O objetivo dos métodos de engenharia é de definir um processo que irá funcionar bem, independentemente de quem os estiverem utilizando. Métodos ágeis afirmam que nenhum processo jamais será equivalente à habilidade da equipe de desenvolvimento. Portanto, o papel do processo é dar suporte à equipe de desenvolvimento e seu trabalho.

Nas próximas semanas falo mais sobre o assunto e recomendo outras leituras. Link para a tradução:
http://simplus.com.br/artigos/a-nova-metodologia/.
Recomendo!

January 30th, 2007

Maurício Linhares escreveu um artigo intitulado “Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta!“. O artigo fala com muita propriedade sobre as brigas contratuais em projetos de Desenvolvimento de Software.

Concordando com o autor, já participei de projetos com grandes problemas contratuais pela velha e péssima prática de tentar fechar um escopo enorme em apenas um contrato. Eu vejo como um modelo ideal, a assinatura de vários contratos: um contrato para elicitação de requisitos e prototipação, outro para desenvolvimento, outro para implantação (quando conveniente), outro para testes (perfomance, usabilidade, portabilidade, etc), e por aí vai. Com isso, o risco de “pedir o dinheiro de volta” será muito menor.